Sabrina Fernandes nasceu em Goiânia em 1988. Socióloga, professora e militante marxista, é mais conhecida pelo seu canal Tese Onze no YouTube, onde propõe discussões sobre política, história, atualidades, capitalismo e ecossocialismo pela perspectiva da esquerda marxista.

Formada em Economia na Universidade de St. Thomas, doutora em Sociologia e mestre em Economia Política pela Universidade de Carleton, no Canadá, Sabrina iniciou sua trajetória como militante ainda durante a graduação, participando do movimento estudantil e de coletivos feministas.

Em meados de 2017, a socióloga criou o seu canal no YouTube para fomentar discussões a partir do ponto de vista da esquerda política e do marxismo, como forma de resistência frente ao obscurantismo que se disseminava em uma plataforma onde predominavam youtubers de direita. O nome do canal, Tese Onze, alude às Teses sobre Feuerbach, de Karl Marx, especificamente à décima primeira, que diz: “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo”. Atualmente seu canal conta com mais de 240 mil inscritos.

Além de ser reconhecida como uma influenciadora da esquerda brasileira, Fernandes é também articulista e contribuinte da revista nova iorquina Jacobin e passou a coordenar, escrever e editar a Jacobin Brasil em conjunto com a editora Autonomia Literária. 

Foi por essa editora que, em 2019, Sabrina publicou o seu primeiro livro, Sintomas Mórbidos: a encruzilhada da esquerda brasileira. O livro é um desdobramento de sua tese de doutorado concluída no Canadá. Nele, partindo de uma análise dos movimentos das jornadas de junho de 2013, a autora busca compreender a ascensão da extrema-direita no país e o fenômeno da pós-política, além de fazer um diagnóstico crítico da fragmentação das esquerdas brasileiras, que, entregues à percepção da falta de alternativa à política institucional, distanciaram-se do cotidiano popular brasileiro em nome de uma reforma.

Voz proeminente da atual militância marxista e feminista no Brasil, Sabrina busca ter em todos os campos uma postura revolucionária, contrapondo-se ao reformismo conciliatório proposto por parte da esquerda brasileira, que “realimenta o status-quo” e não passa de “uma passação de pano para estruturas opressoras”, como disse a socióloga em uma entrevista à Intercept Brasil. Por esse motivo também, não tem intenção de se lançar a qualquer candidatura política, preferindo posicionar-se como produtora de conhecimento e crítica, onde acredita que pode contribuir de forma mais impactante à promoção de um pensamento revolucionário.

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