Quem se interessa por política não poderia encontrar clube de livros melhor do que a Panaceia. Aqui, nós acreditamos que o tema está em todos os lugares e em todas as nossas ações enquanto sociedade. Por isso, nos livros, há tantas formas de abordá-lo: pela sociologia, pela história, pela geografia, pela arquitetura, pela biografia, etc. É só conferir nossos kits anteriores para entender.

A Edição 20 não foi diferente. Com curadoria do filósofo Vladimir Safatle, os associados receberam o livro “Categorias do impolítico” (Editora Autêntica), trazendo um pouco do pensamento do italiano Roberto Esposito.

Em tempos de esgotamento da linguagem política e de crise da representatividade, a obra desenvolve um debate crucial sobre os fundamentos da teoria politica observando-a pelo o que ela incorpora em seu discurso e, principalmente, pelo que deixa de incorporar. Revisionista e potente, o pensamento de Esposito é ainda pouco difundido no Brasil, com poucas obras traduzidas, mas que já encontram boa recepção.

Neste texto, você conhece um pouco da vida e do trabalho do autor que estamos lendo, e cuja importância tem se mostrado cada vez maior na filosofia política contemporânea. E, para aqueles que gostariam de adentrar mais no pensamento do filósofo, tem indicação de leitura complementar no final!

Sobre o autor

 

Nascido em Nápoles, em 1950, Roberto Esposito é professor de Filosofia no Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Escola Normal Superior de Pisa, na Itália, e pesquisador do Centro Universitario di Ricerca sul Lessico Politico e Giuridico Europeo (CIRLPGE).

É, também, co-diretor da revista Filosofia Politica e cofundador do Centro para a Investigação sobre o Léxico Político Europeu e membro do Collège International de Philosophie.

Especialista em filosofia moral e política, Esposito é reconhecido por suas contribuições para a biopolítica, em que o alvo do poder já não é mais o indivíduo, mas o conjunto deles, a população.

Escreveu mais de uma dezena de livros, cinco deles traduzidos para o português:

Como filósofo, Esposito está situado na linha que une e, ao mesmo tempo, distingue filosofia e política.

Para o autor, embora política e filosofia sejam distintas entre si, uma não é possível sem a outra: ele defende que “Uma filosofia que não levantou a questão da relação entre homens […] não poderia ser considerada como tal. O ponto de união e tensão entre filosofia e política reside, por um lado, na categoria de historicidade e, por outro, na da vida”.

Suas reflexões partem de autores que têm um olhar dessacralizador da política como Hannah Arendt, Nietzsche, Heidegger e Foucault, e de uma relação da filosofia com a vida, a história e a política e desenvolve conceitos como o impolítico, a comunidade, a imunidade, a biopolítica, a desconstrução do paradigma da pessoa e o pensamento do impessoal.

Leitura complementar

“O que é Política?” de Hannah Arendt. R$ 59.90.

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