Foto: Richard C. Wandel. Marcha em Albany, 1971.

Em 28 de junho de 1969, uma patrulha no bar Stonewall Inn, cuja intenção não era nenhuma outra que não a repressão da população LGBTQ, saiu pela culatra e deu início a um movimento mundial pela liberdade sexual em todas as suas formas. Foi esse evento que deu início às paradas gays que hoje são celebradas em diversos lugares do mundo, mas principalmente, são episódios como os de Stonewall Inn, tão frequentes ainda hoje, que fazem da data celebrativa algo a ser memorado.

O orgulho LGBTQ vem sendo cultivado nas ruas e na acadêmia, nos estudos sociais e nos culturais. Portanto, preparamos uma lista de defensores da causa, de diversos setores, que precisam ser conhecidos:

Bruno Bimbi:

Naturalizado brasileiro, o argentino Bruno Bimbi milita pelos direitos dos homossexuais e foi um dos articuladores pela empreitada que legalizou o casamento homossexual em sua terra natal. Em seu livro O Fim do Armário comentado aqui no blog -,  ele contrasta os dois países e fala sobre a vitória legal que desinterditou o Casamento Igualitário (título de seu primeiro livro) e problematiza a militância brasileira na pauta LGBTQ.

 

Paul Preciado:

Discípulo de Jacques Derrida, Michel Foucault, Agnes Heller e Judith Butler, Paul B. Preciado nasceu e foi batizado Beatriz Preciado. Em outra situação, talvez essa informação não fosse relevante, mas Preciado defende que, em uma sociedade proibitiva de mulheres, gays, lésbicas e trans, ser transgênero é um levante. Para ele, é preciso repensar o corpo e a naturalização do sexo. A questão trans, a experimentação com hormônios, e dilacerações e mutações corporais fazem parte de seus estudos. Confira a lista de indicação de livros dele aqui no blog.

 

Andrew Solomon

Solomon encontrou seu chamado natural na psicologia. Seu livro Longe da Árvore – Pais, Filhos e a Busca da Identidade nasce da investigação sobre famílias com filhos marcados com qualquer traço que possa ser considerado uma diferença. Rejeitado por um lar antes carinhoso e afetivo após assumir-se homossexual, Solomon procura entender o que causa a reação adversa — não só relativa à homossexualidade — em famílias marcadas pela heterogeneidade em diversas partes do mundo. Em trabalhos menores, mas não menos relevantes, como Gay and Depressed e On Gay Parenting, Solomon discute questões extremamente relevantes para o fim de ideias errôneas acerca das diferenças, como a proximidade entre depressão e o mundo homossexual e a paternidade em um casal de mesmo sexo. Falamos sobre um livro dele aqui no blog, veja aqui.

 

Judith Butler:

A filósofa judia norte-americana integra o movimento pós-estruturalista. Ela é bastante conhecida por seus entendimentos sobre gênero e feminismo e defende que todas as liberdades que vêm à tona com a ascensão de movimentos como o LGBTQ+ desestabilizam uma ideia mais tradicional da dominação masculina. A teoria queer, pela qual Butler advoga veementemente, procura uma compreensão mais abrangente dos gêneros e propõem que instituições sociais sejam coniventes com essas buscas. Confira aqui no blog a lista de alguns dos livros publicados pela curadora do mês de junho da Panaceia. 


Clique aqui e confira mais indicações de leitura

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