Foto: Mídia NINJA

Na curadoria da Edição 18, quem emplaca é nosso querido Gregório. Se você ainda não se associou para receber o kit com indicação de leitura dele, corre que está acabando! É só até dia 20 de julho. Inscreva-se aqui. Mas, se você é do tipo cético, que gosta de saber dos detalhes antes pular dentro, nesse texto você fica sabendo melhor quem é Gregório Duvivier e porquê ele tem tudo a ver com a Panaceia.

Tudo misturado

Gregório é carioca e nasceu em 11 de abril 1986, fruto do casamento entre a música e a escultura. É que sua mãe é a fabulosa Olivia Byington, cantora dona do clássico do “A Dama do Encantado”, e seu pai, Edgar Duvivier, o autor da Clarice Lispector de bronze que fica sentada no Leme e do Nelson Rodrigues, em Copacabana. 

Talvez venha daí sua veia artística, mas não sem um pouco de suor próprio antes. Quando começou no teatro aos nove anos, era tímido e arredio, ainda muito longe da desenvoltura que marca sua carreira hoje, mas o palco o ajudou. Passou uma década tomando aulas no Tablado, escola para formação de atores onde vários nomes da dramaturgia carioca foram cultivados. Lá, ele aprendeu uma coisa que nunca mais largaria mão: o riso.

Em 2003, subiu ao palco junto de Marcelo Adnet, Fernando Caruso e outros nomes do humor brasileiro para o espetáculo Z.É. (Zenas Emprovisadas). A peça ganhou o prêmio Shell no ano seguinte e, até hoje, continua entrando em cartaz no Rio. É um sucesso de bilheteria e uma importante participação na carreira de Gregório como improvisador. 

Nessa mistura de referências, Gregório então decide se embrenhar mais. Ele vai cursar Letras na PUC-Rio, alimentar sua paixão pelos livros e por escrever optando pela habilitação em Formação de Escritores. Logo ele estaria tanto na frente, quanto por trás das câmeras escrevendo roteiros para televisão. Essa mistura de artes é o que hoje marca a figura do ator-humorista-poeta-roteirista Gregório Duvivier.

Ligue os pontos

Nesse percurso todo do jovem Gregório, uma coisa parece ficar de fora: a política. Hoje, ele é conhecido pelo seu ácido programa Greg News e sua contribuição em diversos vídeos do Porta dos Fundos,ambos projetos que usam o humor para alfinetar as contradições brasileiras, especialmente políticas. Mas o tema sempre esteve presente em sua vida, veio do convívio com os artistas, embora, como ele mesmo diz, “basta abrir o olho pra se engajar no Brasil”.

Assim, além dos palcos, Duvivier foi se esgueirando por onde era possível. Sua militância tomou destaque na internet e vários canais e jornais se propuseram a entrevistá-lo. A isso também se somou sua empreitada como escritor que, desde 2008, quando lançou seu primeiro livro “A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora”, vinha crescendo e recebendo elogios no meio. Em 2013, foi a vez de “Ligue os pontos – Poemas de amor e Big Bang” e, dois anos depois, “Percatempos – Tudo Que Faço Quando Não Sei O Que Fazer”, livro de crônicas ilustrado por ele mesmo. 

Ligando os pontos da vida dessa figura, a gente consegue entender melhor a versatilidade de Duvivier de sempre aparecer num projeto novo. O último é o longa “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, no qual o humorista vive Antenor, cônjuge de Eurídice, a protagonista. A constante renovação de formas de se tentar entender a sociedade e nossas questões, tanto políticas quanto subjetivas, é o que aproxima Gregório da Panaceia. Nós também acreditamos que se abrir para as experiências é a melhor forma de adquirir conhecimento e, para isso, os livros não podem faltar. Eles nos ajudam a ligar os pontos.

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