Quem assina a curadoria da Edição 24 da Panaceia é a historiadora e antropóloga, Lilia Schwarcz, sobre quem você irá conhecer um pouco mais a seguir. Se ainda não é assinante, mas não quer perder este kit por nada, acesse o link abaixo e venha fazer parte do clube. As associações vão até dia 20 de janeiro!

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Com mais de 15 obras publicadas no Brasil, algumas traduzidas para outros países, Lilia Schwarcz recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano, em 1999, na categoria não-ficção por “As barbas do imperador” e foi condecorada com a medalha Rui Barbosa, pela contribuição ao enriquecimento da cultura no Brasil, em 2017.

Em seu último livro, “Sobre o autoritarismo brasileiro”, escrito em pouquíssimos meses, Lilian se vale de números e estatísticas para amparar a relação entre intolerância, desigualdade social, corrupção, patrimonialismo e violência, entre outras mazelas, e o tema que dá nome à obra. Basta conhecer uma pouco mais sobra a historiadora para entender porque ela é a próxima curadora da Panaceia.

Sobre a curadora

Lilia Moritz Schwarcz é historiadora e antropóloga. Graduada em História pela Universidade de São Paulo (USP), tem mestrado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) em Antropologia Social. É professora titular do Departamento de Antropologia da USP e professora convidada na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Também é cofundadora e diretora da área de educação da editora Companhia das Letras.

Lilia é autora de vários livros na área de antropologia e história, como “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador” (vencedor do Prêmio Jabuti de 1999 como Livro do Ano na categoria não-ficção), “Brasil: uma biografia”, com Heloisa M. Starling, “Lima Barreto: triste visionário”, “Sobre o autoritarismo brasileiro” e, com Flavio Gomes, o “Dicionário da escravidão e liberdade”. Curadora adjunta do Museu de Arte de São Paulo (Masp), organizou diversas exposições, dentre as quais Um olhar sobre o Brasil, Histórias mestiças, Histórias da sexualidade e Histórias afro-atlânticas.

Em suas obras, Lilia busca romper com a característica insular que a produção acadêmica costuma incorporar. A linguagem acessível de seus textos ambiciona reinventar a forma como a academia se introduz na sociedade, sem perder seus instrumentos e seu rigor, mas saindo do lugar seguro proporcionado por uma escrita rebuscada e demasiadamente erudita.

Lilia é colunista do jornal Nexo e, desde setembro de 2018, tem uma conta no YouTube onde publica semanalmente videocomentários sobre assuntos relevantes para a cena política e cultural do país. Em ambas as mídias a antropóloga traz sempre consigo um viés histórico e factualmente muito bem estruturado e atualizado em defesa de uma sociedade mais democrática, com forte apoio a ações de reparação social e de luta contra a desigualdade, o que naturalmente a coloca no campo da oposição ao governo do atual presidente Jair Bolsonaro.

Defensora da pesquisa científica, da educação e de uma sociedade mais igualitária, a historiadora se mantém presente há muitos anos no debate crítico e na produção de conhecimento, buscando refletir sobre quais heranças a história brasileira legou para que nossa realidade seja tão profundamente marcada pela injustiça, pelo preconceito racial e pela desigualdade social.

“Naturalizar a desigualdade, evadir-se do passado, é característico de governos autoritários que, não raro, lançam mão de narrativas edulcoradas como forma de promoção do Estado e de manutenção do poder. Mas é também fórmula aplicada, com relativo sucesso, entre nós, brasileiros. Além da metáfora falaciosa das três raças, estamos acostumados a desfazer da imensa desigualdade existente no país e a transformar, sem muita dificuldade, um cotidiano condicionado por grandes poderes centralizados nas figuras dos senhores de terra em provas derradeiras de um passado aristocrático.” Lilia Schwarcz | Sobre o autoritarismo brasileiro

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