Arte: Candido Portinari, “Retirantes” (1958).

Conhece a história do termo “paraíba”?

Na década de 60, muitos nordestinos foram para o Sudeste fugindo da pobreza de suas regiões e à procura de trabalho. Foi uma migração massiva, principalmente, para São Paulo e Rio de Janeiro. O termo “paraíba”, então, começou a ser usado pelos cariocas como uma forma de generalizar os retirantes que chegavam e marcar a tensão que crescia na cidade. A expressão tornou-se uma manifestação de preconceito e, hoje, pode até ser considerada crime, caso seja empregada para ofender.

O influxo de migrantes nordestinos já existia antes mesmo desse período. Nos anos 30 em diante, o Brasil viu crescer vertiginosamente o número de pessoas se deslocando no território nacional, chegando até a superar o número de imigrantes que entravam no país, mesmo no pós-guerra. Essas pessoas vieram a se estabelecer no Sudeste a despeito das dificuldades e da xenofobia, criaram famílias e negócios na região. Segundo os dados do IBGE (2015), estima-se que mais de 2 milhões de baianos vivam no estado de São Paulo e 330 mil paraibanos no do Rio de Janeiro. Esses números correspondem a 5% e 2% da população carioca e paulista, respectivamente.

Foi com o kit da Edição 6 que aprendemos mais sobre a história do Brasil, conhecendo o contexto de muitas expressões e costumes que ainda hoje circulam entre nós. Os associados receberam a indicação do curador Dráuzio Varella, o livro “Brasil: uma biografia” (Companhia das Letras), uma pesquisa de fôlego da historiadora Heloisa Starling e da antropóloga Lilia Schwarcz.

Compartilhe: