O dia 26 de agosto é um marco para Humanidade e um nome merece destaque: o da dramaturga e ativista Olympe de Gouges (pseudônimo de Marie Gouze), cuja a história por muito tempo foi ocultada. Aqui você poderá conhecer quem foi essa figura e a indicação literária certa para aprofundar em sua biografia.

Pioneira pelas minorias

Nascida em 1748 na França numa família pequeno burguesa, seus retratos revelam uma mulher bela e de postura confiante. Enviuvou muito jovem ficando sozinha para criar o filho pequeno, Pierre, na Paris do século XVIII.

Gouze se torna Olympe de Gouges na capital francesa onde começa sua vida de escritora. Leitora de Rousseau e engajada, ela toma parte no ápice da Revolução Francesa na década de 1780 produzindo para o teatro e política.

Nesta mesma data, 26 de agosto de 1789, a França aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, contudo, a igualdade não tinha em vista questões de raça e gênero.

Foi com a pressão de Gouges, por meio de suas peça “A escravidão dos negros”, “O convento” e da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, escrita em 1791, que as mulheres e negros encontraram alguma representatividade.

Mas os textos foram recusados e a autora caiu no ostracismo. Apenas em 1986 a história de Gouges foi resgatada e seu papel na luta pela igualdade passou a marcar o 26 de agosto também como um grande passo na defesa das minorias.

A ilustradora Catel Muller e o escritor José-Louis Bocquet adaptaram a história dessa importante figura na novela gráfica “Olympe de Gouges”. O trabalho recebeu o prêmio literário Héroïne Madame Figaro e, em 2014, a Editora Record trouxe a obra para o Brasil com ajuda do tradutor André Telles.

 

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