Na década de 1960, os EUA assistiram a vários movimentos pelos direitos civis. Era o fim de quase 90 anos de Jim Crow, leis que institucionalizaram a segregação racial transformando escolas e espaços públicos em um campo polarizado: brancos de um lado e afro-americanos, asiáticos e outros grupos étnicos de outro.

O período ficou marcado pelas agitações populares em prol do fim da discriminação racial e ao fortalecimento de grupos como o Black Power, fundado em 1965. Porém, a violência nunca deixou de ser uma contrapartida; a década de 1960 também viu a morte de milhares de negros em linchamentos e execuções sumárias.

Medgar Evers (1925 – 1963), Malcom X (1925 – 1965) e Martin Luther King (1929 – 1968) foram militantes que deram a vida pelo Movimento dos Direitos Civis na América. Suas histórias foram contadas em filmes homônimos e em documentários como no aclamado “Eu não sou o seu negro”  (2016), vencedor agremiação britânica BAFTA.

 

A luta ainda não acabou

No mês de janeiro, a curadora Patricia Hill Collins indicou o livro “A nova segregação | racismo e encarceramento em massa” (editora Boitempo) da jurista Michelle Alexander para os associados. Acompanhando a leitura, também veio no kit um marcador de texto, uma revista com informações extras à obra e um brinde: a edição de 2019 da Constituição Federal Brasileira (editora Manole).

Segundo Silvio Almeida, professor de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP) que ajudou a trazer a obra para o Brasil, “esse livro é um dos livros mais importantes já publicados sobre o sistema penitenciário norte americano e as suas relações com a questão racial”. Michelle Alexander tenta pensar o sistema jurídico como parte do problema, e não como uma solução. Segundo a autora, a estrutura legal dos nossos tempos permite reforçar os mesmos preceitos da era Jim Crow: segregacionismo, hierarquia racial e exclusão.

Para entender mais sobre a luta racial na qual nós como brasileiros também fazemos parte, selecionamos alguns filmes sobre o tema. Todos os títulos podem ser encontrados na Netflix!

Selma, uma luta por igualdade (2014)

No longa, a diretora Ava DuVernay resgata a histórica passeata que acompanhou o ativista Martin Luther King Jr. (David Oyelowo) entre a cidade de Selma até Montgomery, capital do Alabama. O ano é 1965 e os ativistas lutam pelo direito de voto para a comunidade negra.

 

Os Panteras Negras: Vanguarda da Revolução (2015)

Fundado em Oakland, na Califórnia, o partido dos Panteras Negras entrou para a história pela luta contra o racismo, contra a violência policial e em defesa dos direitos dos negros nos EUA. O documentário conta com a contribuição de várias pessoas que testemunharam essa época, dentre elas, inclusive, Informantes da polícia, jornalistas, simpatizantes e detratores

 

The Kalief Browder Story (2017)

Nesta minissérie de seis episódios, é contada a  trágica história de Kalief Browder, um jovem afro-americano preso com apenas 16 anos e sentenciado a 3 anos de cadeia. Kalief foi mandado para Rikers Island, um dos presídios mais perigosos e onde passou 2 anos de sua pena na solitária.

 

The Kalief Browder Story (2017)

Produzido pela National Geographic, este documentário foca em um dos momentos mais marcantes da luta racial na Califórnia: em 1991, o motorista negro Rodney King foi espancado por 4 policiais que foram inocentados. No ano seguinte, motins tomaram conta de toda a cidade de Los Angeles.

 

Maya Angelou, e ainda Resisto (2016)

Poeta e ativista, a história de Maya Angelou ganha vida com este longa, que conta com vídeos, fotografias e textos raro de Angelou.

A 13ª Emenda (2016)

Ganhador do prêmio BAFTA de Melhor Documentário, “A 13ª Emenda” traz a perspectiva de personalidades como Angela Davis e Henry Louis Gate sobre o encarceramento massivo nos EUA.

 


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