Teoria feminista

Publicado pela primeira vez em 1984, Teoria feminista: da margem ao centro faz críticas duras e fundamentais ao movimento feminista com o qual bell hooks esteve envolvida desde sua adolescência. Hoje, 35 anos depois de publicado nos Estados Unidos, chega ao Brasil pela editora Perspectiva surpreendentemente atual. A resistência de hooks a um pensamento feminista hegemônico parte da concepção do feminismo como sendo uma teoria em formação, e que por isso necessariamente deve e precisa ser sempre questionada, reexaminada e confrontada com visões de mundo distintas. Confira o que levou a curadora Djamila Ribeiro a indicar esta obra:

bell hooks

Educadora, feminista e ativista social, bell hooks nasceu em 1952, em Hopkinsville, Kentucky, no sul dos Estados Unidos, batizada como Glória Jean Watkins. Adotou o pseudônimo bell hooks em homenagem a sua bisavó. A escolha pela grafia em letras minúsculas é uma postura despersonalizante, que busca dar mais importância à substância de seu pensamento e ao conteúdo de seus livros do que à sua figura. Durante sua infância, ainda havia nos Estados Unidos comunidades que praticavam a segregação racial e bell hooks estudou em escolas públicas exclusivas para crianças negras. Leia mais sobre a autora aqui.

 

Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro é filósofa, acadêmica e ativista feminista e antirracista. Nascida em 1o de agosto de 1980, teve seus primeiros contatos com a militância ainda na infância, por influência de seu pai, comunista e estivador do porto de Santos, que a levava a reuniões do Partido Comunista e a incentivava a estudar e a discutir o racismo. A partir da educação recebida em casa, sua carreira seguiu em direção aos estudos de gênero e raça. Aos 18 anos, Djamila entrou em contato com a Casa da Cultura da Mulher Negra, organização não governamental feminista e antirracista de Santos, onde conheceu a obra de autoras importantes, como Carolina Maria de Jesus, Toni Morrison, Sueli Carneiro, Jurema Werneck, entre outras. Leia mais sobre a curadora aqui e assista ao vídeo a seguir para conhecer a relação dela com os livros.

O que é empoderamento?, de Joice Berth

Joice Berth, feminista negra, arquiteta e urbanista, enfrentou uma juventude de conflitos. Isolada e em situação de minoria nas escolas particulares e, mais tarde, na escola pública, desconectada dos estereótipos impostos às pessoas negras, aprendeu, ainda adolescente, que a razão de seu descompasso era a dura realidade à qual todas as mulheres negras estão sujeitas: o racismo e o sexismo. A identificação na adolescência com as letras de rap a inspirou a prosseguir nos estudos, a apropriar-se de sua cor e a buscar um espaço de protagonismo e de responsabilidade histórica e social como mulher negra. Assim iniciou sua trajetória pessoal de empoderamento.

 

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