Direitos da Natureza

Publicado em 2019 pela editora Elefante, Direitos da Natureza, de Eduardo Gudynas, é uma versão atualizada e adaptada para discutir as questões ambientais brasileiras, a partir de um texto-matriz publicado e adaptado ao contexto territorial particular de outros países da América Latina: Argentina, Equador, Bolívia, Peru e Colômbia.

“Direitos da Natureza” discute a compreensão e a importância dos valores da natureza, não na chave da exploração e manipulação de seus recursos, mas incorporando-a à ideia e ao conceito de preservação dos seus valores intrínsecos: os da biodiversidade, das culturas dos povos indígenas e da relevância de espécies ameaçadas. Descubra a importância desta obra na visão de Ailton Krenak e o que o levou a indicá-la:

Eduardo Gudynas

Nasceu em Montevidéu, no Uruguai, em 1960. Pesquisador e ambientalista vinculado ao Centro Latino Americano de Ecologia Social (CLAES), graduou-se na Faculdade de Medicina da Universidade da República (UDeLaR) de Montevidéu, e tornou-se mestre em Ecologia Social na Multiversidade Franciscana da América Latina, na mesma cidade. Em Roma, na Itália, defendeu mestrado na Pontifícia Faculdade de San Buenaventura, com uma tese sobre o movimento ambiental na América Latina.

Em seu trabalho de pesquisa, analisa estratégias de desenvolvimento sustentável na América Latina, com ênfase na defesa da conservação da natureza, estudando a situação das áreas rurais e a compreensão dos limites e possibilidades oferecidos pela integração regional e globalização, para alcançar a sustentabilidade ambiental.
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Ailton Krenak

Ailton Alves Lacerda Krenak nasceu em 1953, em Minas Gerais. O líder indígena, ambientalista e escritor passou a infância com sua tribo, o povo Krenak, na margem esquerda do rio Doce, em intenso contato com a natureza. Aprendeu a cuidar da floresta e a respeitá-la como parte de sua família, e que a sua preservação é o fundamento da prosperidade da vida, pois tudo na mata está conectado.

Aos 17 anos, migrou para o Paraná com a família, onde se alfabetizou e se tornou jornalista e produtor gráfico. Crítico à hegemonia da cultura branca e à ilegítima exigência de os povos indígenas terem de se aproximar da pretensa civilidade branca, não buscou os estudos como forma de se aculturar, mas como meio de se instrumentalizar para lutar pelos direitos dos povos indígenas e da natureza.

Em 1987, Ailton protagonizou um momento marcante da história da democracia brasileira ao pintar seu rosto com tinta de jenipapo em meio a um discurso na tribuna da assembleia, protestando contra o retrocesso na luta pelos direitos dos índios brasileiros. O episódio ganhou grande notabilidade popular e a presença de Krenak na Constituinte contribuiu para estabelecer a legislação sobre os direitos indígenas na carta, garantindo-lhes o reconhecimento de sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam.
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