“Ele nasceu no dia 13 de junho de 1763, na vila de Santos, sem fadas à volta do berço. Abriu os olhos na Rua Direita, a mais importante do povoado, numa das setenta casas ali plantadas.”

Conhece esse trecho? São as primeiras linhas de “As vidas de José Bonifácio” (Sextante), uma biografia escrita por Mary Del Priore sobre um ilustre homens da nossa pré e pós-Independência da República. Bonifácio completa um história de 256 anos este ano e deixa seu legado vivo dentro da História do Brasil até o dia de hoje. A leitura, indicada pelo curador Eduardo Bueno na Edição 15 da Panaceia, levou os associados em uma viagem pelos séculos XVIII e XIX no Brasil, quando as ruas não tinham sinal de asfalto, escravos eram recolhidos em fazendas e o território dava seus primeiros sinais de desenvolvimento.

Autora de mais de 50 livros de história, Mary Del Priore mergulha em vidas e acontecimentos para trazer os retratos de épocas. Com sua escrita fluida, o passado vai se tecendo mostrando suas filosofias, hábitos, crenças e dúvidas. Seguir a vida de Bonifácio se torna uma aventura que abre os horizontes tanto para o Novo Mundo (as Américas), quanto para o Velho Mundo (a Europa). E, claro, abre a discussão para a própria solidez que a imagem de Bonifácio ganhou com outros biógrafos.

Nesta sequência você encontra os principais acontecimentos do contexto histórico e na vida de Bonifácio, desde o nascimento em Santos, até os estudos na Europa, à volta para o Brasil e a tutoria de D. Pedro II.

1763 – Nasce José Bonifácio, filho de Bonifácio José Ribeiro de Andrada e Maria Bárbara da Silva.

1777 – Vai para a capital, São Paulo, estudar com frei Manuel da Ressurreição.

1783 – Vai para Portugal e se matricula na Universidade de Coimbra para o curso de estudos jurídicos.

1787 e 1788 – Recebe o diploma da Faculdade de Leis e o de bacharel em Filosofia Natural.

1790 – Viaja pela Europa , às custa do Real Erário, em uma excursão científica. O objetivo era aperfeiçoar os conhecimentos em mineralogia e filosofia.

1800 – Depois de dez anos viajando à estudos pela Europa, retorna à Portugal como cientista renomado.

1801 – Ocupa a cátedra de Metalurgia, especialmente criada para ele, na Universidade de Coimbra.

1807 – É nomeado Superintendente do rio Mondego e Obras Públicas de Coimbra.

1808 – Foi comandante do Batalhão Acadêmico durante a Guerra Peninsular.

1815 – Escreve um artigo onde a palavra “tecnologia” é tratada em português pela primeira vez.

1819 – Retorna ao Brasil com ideias progressistas.

1820 – D. João VI o consagra o título de conselheiro.

1822 – Foi nomeado Ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros o que o colocava por trás das principais movimentações pró independência.

1822 – Em 7 de setembro de 1822 é proclamada a República.

1823 – Exilado, Bonifácio vai para a França onde passa 5 anos.

1829 – É anistiado e volta ao Brasil.

1831 – Assume a tutoria de D. Pedro II.

1838 – Morre aos 74 anos em Niterói.

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